Inìcio, Resenhas, Lidos no Mês, Maratonas & Desafios

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Pedro Páramo - Juan Rulfo


Resenha: Juan Preciado é filho de Pedro Páramo e atendendo a um pedido da mãe no leito de morte, sai em busca do paradeiro de seu pai, uma figura lendária e temido por todos. 
Mas, quando ele parte nesta busca, encontra muitas pessoas, mas não mais pertencentes a este mundo e sim pessoas mortas que viveram no lugar. Juan conversa com estes mortos que em suas narrativas descrevem a ele um pai tirano e cruel. 

"Esta cidade está cheia de ecos. É como se eles estivessem presos atrás das paredes, ou sob os paralelepípedos. Quando você anda você se sente como alguém atrás de você, pisando em seus passos. " 

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa sempre alterando os personagens e de forma não-linear.  Há uma característica bem regional nas falas dos personagens, pois a história se passa em Comala, interior do México, traçando uma odisséia latino-americana. O autor descreve Pedro Páramo como uma pessoa violenta, egoísta e muito poderosa. Um homem que deixou a sua marca por onde passou.
Considerado o marco do realismo fantástico, o livro foi fonte de inspiração para vários autores, inclusive Gabriel Garcia Márquez e Mario Vargas Llosa. Juan Rulfo publicou apenas duas obras em vida: El llano en llamas (1953) e Pedro Páramo (1955). O livro é de fácil leitura, mas há momentos em que é preciso concentrar para distinguir quem são os personagens. Foi adaptado para o cinema em 1967 como um drama mexicano.

Ano: 2008
Páginas: 140
Editora: Bestbolso


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

1984 - George Orwell


RESENHA - A história contada em 1984 se passa no futuro, mostrando um mundo totalmente distópico, retratando uma sociedade controlada pelo governo.  
Winston Smith é o protagonista da história, funcionário do governo, encarregado de controlar e alterar dados de acordo com a vontade do Partido.  E além deste controle há uma grande invasão dos direitos dos indivíduos. As pessoas são vigiadas o tempo todo, é dever de cada um seguir o que é imposto, as pessoas não devem dialogar, o único assunto permitido é falar sobre trabalho. Mas aqueles que não seguem as regras, são penalizados, pois o 'Grande Irmão' está sempre observando. Cabe ao indivíduo policiar seus atos e pensamentos, pois nada passa despercebido ao Partido, é dever do cidadão somente amar o Grande Irmão.

'Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário.'

Orwell quando escreveu este livro quis retratar uma sociedade dominada pelo regime socialista e as suas consequências na vida das pessoas. Apesar do ano de publicação (1949), o livro é bastante atual, pois muito do que se passa no enredo é visto na atualidade, como por exemplo o abuso do poder, verdades manipuladas e os governos totalitários disfarçados de democracias. 
Narrado em terceira pessoa e com capítulos curtos, o livro é de fácil leitura. Com toda certeza o autor era um grande visionário, pois foi capaz de criar uma obra distópica, com termos desconhecidos para a época, mas que hoje são tão comuns. Orwell, tinha pressa em concluir o livro, pois sofria de tuberculose e veio a falecer logo após a conclusão da obra, em 1950. 

" O Grande Irmão está observando você."

Ano: 2009 
Páginas: 416
Editora: Companhia das Letras

sábado, 4 de fevereiro de 2017

A Cura Invisível - Andrew Smith

Resenha: A Cura Invisível conta a história dramática de Troy Stotts, um menino sensível que cultua uma grande mágoa pelo pai perante a morte de sua mãe. Entre Troy e seu pai existe um grande abismo resultante da ausência de diálogo e incompreensão.
Troy compensa esse vazio no convívio com os amigos Tom Buller, Gabriel e Luz Benavidez. Entre eles há uma grande cumplicidade,  pois Troy e Tom trabalham no Rancho dos pais de Gabriel e Luz, convivendo diariamente e compartilhando seus medos, seus dramas e a paixão pelos cavalos. 
Um dia, eles conhecem Rose, uma senhora solitária dona de cavalos selvagens, que acaba por surpreendê-los grandemente.  Mas na cidade eles tem um inimigo, Chase, filho do xerife, com o qual seus caminhos se cruzam resultando em alguns duelos, marcados pelo ódio e pela inveja.
No verão, eles resolvem subir a montanha para passar alguns dias. Quando retornam, não são mais os mesmos. Lá no alto, em meio a uma tempestade, algo trágico atinge suas vidas para sempre.
Este foi o livro mais mediano que li do autor Andrew Smith. O livro trata de perda, mágoa, solidão, morte e outros temas que na minha opinião deveriam ser mais aprofundados. Possui uma narrativa que flui muito bem, mas que deixou a desejar.  Ainda prefiro Minha Metade Silenciosa! 
Ano: 2016
Páginas: 288
Editora: Gutenberg

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Mulher de 30 anos - Honoré de Balzac


Resenha: Balzac,  neste livro narra a história de Julia, uma jovem francesa, criada pelo pai e que na flor da sua juventude se apaixona por Victor d'Aiglemont, um medíocre coronel do Exército de Napoleão. Contrariando o pai, Julia se casa com Victor e começa nesta fase de sua vida a desilusão e as frustrações com o casamento. Mais tarde ela tem uma filha com Victor, mas mesmo assim, nem a maternidade consegue afastá-la da melancolia. 
Percebendo o estado de sua esposa, Victor aceita a oferta do jovem médico e nobre inglês Lorde Artur Grenville para tratar de sua saúde. Este relacionamento entre paciente e médico, traz a vida de Julia um novo horizonte, ela descobre que é possível na vida de uma mulher amadurecida existir uma nova paixão.
Mas um trágico acidente faz com que Julia mergulhe em uma nova depressão. Ela parte para um castelo em companhia da filha, deixando o marido com seus afazeres. 
E dessa forma o livro segue narrando a vida de Julia, com seus altos e baixos, suas decepções e suas culpas até a sua velhice. Ela é uma mulher que não consegue abandonar seus traumas e vive se martirizando. 
Quando Balzac escreveu A Mulher de 30 Anos, no início era formado por contos, que mais tarde ele uniu transformando neste livro, dividido em seis partes. O livro é um retrato da sociedade francesa do ano de 1813. A mulher que ele descreveu e que leva o título de balzaquiana, nada mais é do que uma mulher emancipada, adulta, inconstante, capaz de mergulhar em diversos dramas, ter opinião própria, se destacar na sociedade e principalmente demonstrar que existe em sua alma grande sensibilidade e que amar não é somente privilégio das mais jovens. Apesar do livro ser um clássico, possui uma boa narrativa que faz a leitura ser prazerosa e surpreendente. 

Ano: 2001
Páginas: 224
Editora: L&PM Pocket