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domingo, 10 de janeiro de 2016

As Três Irmãs - Anton Tchekhov


RESENHA: As três irmãs, Olga, Irina e Macha vivem em uma cidade provinciana no interior da Rússia e sonham em voltar para Moscou. Macha é casada com um ex-professor que ela não ama e Irina e  Olga são solteiras. As três moram em uma casa junto com o irmão Andrei e a cunhada Natália. Elas passam por momentos de reflexão e lembranças dos tempos em que viviam com os pais em Moscou, tempos de felicidade. Na província, a vida é tediosa e o dia a dia monótono. As três são inconformadas com a vida que levam na província, mas um dia chega um destacamento militar e o comandante Verchinin fica interessado em Irina enquanto dois oficiais cortejam Olga. 
Mas um dia, o destacamento vai embora e uma fatalidade acontece com um dos pretendentes, levando os sonhos das irmãs. E dessa forma, elas acabam se conformando com o que lhes reserva o destino. 
Não costumo ler peças de teatro, mas As Três Irmãs,  composta por quatro atos,  foi uma leitura muito envolvente e prazerosa. Destaca-se na narrativa o anseio das mulheres por mudanças, o inconformismo com a vida submissa sem opções tanto de trabalho como lazer e também o sonho de ser livre. 

"É o destino, nada se pode fazer contra ele. O que a nós parecia sério, importante, de muito valor, com o tempo será esquecido e considerado sem importância."

Ano: 1995
Páginas: 287
Editora: Nova Cultural


O AUTOR - Anton Pavlovitch Tchekhov (29/01/1860, Taganrog, Rússia 15/07/1904, Badenweiler, Alemanha​) - Anton Tchekhov deixou obra extensa: centenas de contos, várias novelas, muitas cartas, uma imensa coleção de autênticas jóias literárias. E a sua obra como dramaturgo não é menos importante: muitas peças curtas, de um ato, a maioria cômicas e satíricas, e cinco obras-primas da dramaturgia ocidental: Ivanov, A gaivota, Tio Vânia, As três irmãs e O jardim das cerejeiras, verdadeiros “clássicos” constantemente representados no mundo inteiro. Em 1901, Tchekhov casou-se com a atriz Olga Knipper. Em 1904 faleceu na Alemanha, vítima de tuberculose. Foi sepultado no cemitério Novodevichy, em Moscou.

sábado, 7 de novembro de 2015

A Morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstói


RESENHA - 'A morte de Ivan Ilitch' possui uma narrativa tocante e real sobre a trajetória de um homem com nome renomado na sociedade. O livro começa relatando a morte de Ivan e depois passa a fazer uma retrospectiva da sua vida.
Relata fatos onde há gestos mesquinhos. Pessoas visando lucros. Os familiares fazendo seus planos para o futuro. Ivan relembra sua juventude, seus erros, seus pais e irmãos. Fala do casamento e suas consequências, enfim traça toda a sua vida até chegar ao leito de morte, onde percebe que teve poucas pessoas com as quais realmente pode contar. 
Tolstoi descreve a morte de uma forma realista, fazendo com que o leitor reflita. Também é uma crítica em relação a conduta do ser humano, que está mais preocupado com as suas conquistas materiais e esquece que um dia chegará o fim. 


Ano: 1997
Páginas: 104
Editora: L&PM Pocket


O livro foi publicado pela primeira vez em  1886.
Nas palavras do crítico Otto Maria Carpeaux: "A Morte de Ivan Ilitch é uma das obras mais comoventes e mais pungentes da literatura universal, talvez a obra-prima de Tolstói".
O escritor russo Vladimir Nabokov considerava-a uma das obras máximas da Literatura Russa.