Inìcio, Resenhas, Lidos no Mês, Maratonas & Desafios

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domingo, 15 de outubro de 2017

Sempre Vivemos No Castelo - Shirley Jackson



Resenha: As irmãs Merricat e Constance vivem com o tio Julian, isolados em uma casa que pertenceu a familia Blackwood. Constance, a irmã mais velha, foi acusada de ter matado todos os outros membros da família usando arsênico que foi adicionado no pote de açucar. Inocentada, ela volta a viver com a irmã Merricat e o tio Julian, mas levam uma vida de reclusão, pois são hostilizados pelos habitantes do lugar. Constance não sai de casa e só Merricat tem contato com as pessoas do vilarejo quando precisa fazer as compras para manter as necessidades dos três.
Mas um dia, o primo Charles Blackwood, resolve visitá-las e acaba tirando a família da sua rotina habitual e Merricat não simpatiza com o rapaz logo de chegada, percebendo que com a sua visita ele irá desestruturar a casa, ela faz de tudo pra manter a harmonia e proteção do seu lar tão peculiar. 
O livro é narrado por Merricat, uma menina estranha, que vive em um mundo imaginário e cheia de crendices e atitudes anormais. O objetivo dela é sempre proteger a irmã e o seu lar, não permitindo a aproximação de outras pessoas. A autora expõe através destes personagens que vivem isolados, um comportamento macabro, bizarro e neurótico. O terror e os fantasmas nesta história, estão sim, no interior das pessoas e não no local onde vivem. Para quem aprecia o gênero, vale a leitura!



Ano: 2017
Páginas: 200
Editora: Suma de Letras Brasil

quarta-feira, 15 de março de 2017

Os Herdeiros - William Golding



Resenha: 'Os Herdeiros' tem uma narrativa ambientada na pré-história, onde Lok e seu clã de Neandertais confrontam-se com um novo povo. 
Os Neandertais são primitivos, se comunicam por imagens, sons e cheiros. Mal, o chefe ancião está muito doente e Lok pressente que responsabilidades estão por vir. 
Um dia, o ambiente que eles estão acostumados a viver e conhecem tão bem, é invadido por visitantes, seres violentos e de hábitos estranhos, o Homo Sapiens. 
'Os Herdeiros' é o segundo romance de William Golding, ele escreveu após 'Senhor das Moscas'. É uma viagem nas origens da humanidade, com uma linguagem poética, porém de leitura bem difícil. Gostei muito da essência da hístória, que passa uma mensagem de que estamos sempre em conflito com o novo, e que sempre havéra uma constante luta entre o bem e o mal. 

Ano: 2015
Páginas: 216
Editora: Alfaguara

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Pedro Páramo - Juan Rulfo


Resenha: Juan Preciado é filho de Pedro Páramo e atendendo a um pedido da mãe no leito de morte, sai em busca do paradeiro de seu pai, uma figura lendária e temido por todos. 
Mas, quando ele parte nesta busca, encontra muitas pessoas, mas não mais pertencentes a este mundo e sim pessoas mortas que viveram no lugar. Juan conversa com estes mortos que em suas narrativas descrevem a ele um pai tirano e cruel. 

"Esta cidade está cheia de ecos. É como se eles estivessem presos atrás das paredes, ou sob os paralelepípedos. Quando você anda você se sente como alguém atrás de você, pisando em seus passos. " 

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa sempre alterando os personagens e de forma não-linear.  Há uma característica bem regional nas falas dos personagens, pois a história se passa em Comala, interior do México, traçando uma odisséia latino-americana. O autor descreve Pedro Páramo como uma pessoa violenta, egoísta e muito poderosa. Um homem que deixou a sua marca por onde passou.
Considerado o marco do realismo fantástico, o livro foi fonte de inspiração para vários autores, inclusive Gabriel Garcia Márquez e Mario Vargas Llosa. Juan Rulfo publicou apenas duas obras em vida: El llano en llamas (1953) e Pedro Páramo (1955). O livro é de fácil leitura, mas há momentos em que é preciso concentrar para distinguir quem são os personagens. Foi adaptado para o cinema em 1967 como um drama mexicano.

Ano: 2008
Páginas: 140
Editora: Bestbolso


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

1984 - George Orwell


RESENHA - A história contada em 1984 se passa no futuro, mostrando um mundo totalmente distópico, retratando uma sociedade controlada pelo governo.  
Winston Smith é o protagonista da história, funcionário do governo, encarregado de controlar e alterar dados de acordo com a vontade do Partido.  E além deste controle há uma grande invasão dos direitos dos indivíduos. As pessoas são vigiadas o tempo todo, é dever de cada um seguir o que é imposto, as pessoas não devem dialogar, o único assunto permitido é falar sobre trabalho. Mas aqueles que não seguem as regras, são penalizados, pois o 'Grande Irmão' está sempre observando. Cabe ao indivíduo policiar seus atos e pensamentos, pois nada passa despercebido ao Partido, é dever do cidadão somente amar o Grande Irmão.

'Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário.'

Orwell quando escreveu este livro quis retratar uma sociedade dominada pelo regime socialista e as suas consequências na vida das pessoas. Apesar do ano de publicação (1949), o livro é bastante atual, pois muito do que se passa no enredo é visto na atualidade, como por exemplo o abuso do poder, verdades manipuladas e os governos totalitários disfarçados de democracias. 
Narrado em terceira pessoa e com capítulos curtos, o livro é de fácil leitura. Com toda certeza o autor era um grande visionário, pois foi capaz de criar uma obra distópica, com termos desconhecidos para a época, mas que hoje são tão comuns. Orwell, tinha pressa em concluir o livro, pois sofria de tuberculose e veio a falecer logo após a conclusão da obra, em 1950. 

" O Grande Irmão está observando você."

Ano: 2009 
Páginas: 416
Editora: Companhia das Letras

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Mulher de 30 anos - Honoré de Balzac


Resenha: Balzac,  neste livro narra a história de Julia, uma jovem francesa, criada pelo pai e que na flor da sua juventude se apaixona por Victor d'Aiglemont, um medíocre coronel do Exército de Napoleão. Contrariando o pai, Julia se casa com Victor e começa nesta fase de sua vida a desilusão e as frustrações com o casamento. Mais tarde ela tem uma filha com Victor, mas mesmo assim, nem a maternidade consegue afastá-la da melancolia. 
Percebendo o estado de sua esposa, Victor aceita a oferta do jovem médico e nobre inglês Lorde Artur Grenville para tratar de sua saúde. Este relacionamento entre paciente e médico, traz a vida de Julia um novo horizonte, ela descobre que é possível na vida de uma mulher amadurecida existir uma nova paixão.
Mas um trágico acidente faz com que Julia mergulhe em uma nova depressão. Ela parte para um castelo em companhia da filha, deixando o marido com seus afazeres. 
E dessa forma o livro segue narrando a vida de Julia, com seus altos e baixos, suas decepções e suas culpas até a sua velhice. Ela é uma mulher que não consegue abandonar seus traumas e vive se martirizando. 
Quando Balzac escreveu A Mulher de 30 Anos, no início era formado por contos, que mais tarde ele uniu transformando neste livro, dividido em seis partes. O livro é um retrato da sociedade francesa do ano de 1813. A mulher que ele descreveu e que leva o título de balzaquiana, nada mais é do que uma mulher emancipada, adulta, inconstante, capaz de mergulhar em diversos dramas, ter opinião própria, se destacar na sociedade e principalmente demonstrar que existe em sua alma grande sensibilidade e que amar não é somente privilégio das mais jovens. Apesar do livro ser um clássico, possui uma boa narrativa que faz a leitura ser prazerosa e surpreendente. 

Ano: 2001
Páginas: 224
Editora: L&PM Pocket

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O Deus das Pequenas Coisas - Arundhati Roy


Resenha: O livro narra a história do casal de gêmeos Rahel e Estha de sete anos. Os dois vivem com a mãe em Kerala, sul da Índia. Eles inventam histórias perante a família desestruturada formada pela mãe Ammu, uma mulher solitária e infeliz, o tio Chacko, Baby Kochamma e uma mariposa imaginária que pertenceu a um de seus antepassados. A  família tem uma fábrica de geléias e pertencem a burguesia indiana. Há no país manifestações trabalhistas onde parte do povo segue   as tendências comunistas que contrastam com a colonização inglesa. O preconceito referente as castas ainda é muito grande, mas muitas pessoas já deixaram de seguir o hinduísmo. Cristianismo, islamismo e o marxismo já tem seus adeptos. A globalização já adentrou o país e já influencia o povo. 
Mas os gêmeos tem uma grande veneração por  Velutha, um homem negro pertencente a uma casta inferior que foi criado pela família. Velutha trabalha com madeira, faz serviços pequenos e inferiores, mas sem deixar de ser belos e importantes, a ele sobrou apenas as pequenas coisas, que muitas vezes não são vistas por todos. Essa amizade não agrada a família e torna-se proibida.   E uma grande tragédia cai sobre a família no dia em que chega na cidade a filha de tio Chacko. Neste dia, Rahel e Estha descobrem que "as coisas podem mudar num só dia, que as vidas podem ter seu rumo alterado e assumir novas - e feias - formas. Descobrem que elas podem até cessar para sempre". 
A narrativa é intercalada passando de um fato para o outro dentro do mesmo capítulo tornando um pouco difícil a leitura, mas essa forma da autora escrever não deixou a história menos interessante. Gostei muito do livro. Aborda além dos conflitos familiares, preconceitos, violência, política, a condição da mulher, abusos  e muitos assuntos da sociedade indiana da época. Apesar de ser uma história trágica é também muito bonita. O retrato de um povo que só queria ser livre, tanto para viver como para amar.

"Assim, Ammu e seus filhos gêmeos bivitelinos quebraram as Leis do Amor. "Que determinam quem pode ser amado. E como. E quanto".



Ano: 2008
Páginas: 360
Editora: Companhia de Bolso


Foto -Suzanna Arundhati Roy
Suzanna Arundhati Roy, conhecida como Arundhati Roy, é uma escritora, novelista e ativista anti-globalização indiana, também envolvida em causas ambientais e de direitos humanos. Estudou arquitetura e trabalhou em cinema como designer de produção. Escreveu os roteiros de dois filmes. Seu primeiro livro O deus das pequenas coisas (The God of Small Things) ganhou o Booker Prize em 1997 e foi editado em 36 países. Venceu também o Lannan Cultural Freedom Prize em 2002.


domingo, 10 de janeiro de 2016

As Três Irmãs - Anton Tchekhov


RESENHA: As três irmãs, Olga, Irina e Macha vivem em uma cidade provinciana no interior da Rússia e sonham em voltar para Moscou. Macha é casada com um ex-professor que ela não ama e Irina e  Olga são solteiras. As três moram em uma casa junto com o irmão Andrei e a cunhada Natália. Elas passam por momentos de reflexão e lembranças dos tempos em que viviam com os pais em Moscou, tempos de felicidade. Na província, a vida é tediosa e o dia a dia monótono. As três são inconformadas com a vida que levam na província, mas um dia chega um destacamento militar e o comandante Verchinin fica interessado em Irina enquanto dois oficiais cortejam Olga. 
Mas um dia, o destacamento vai embora e uma fatalidade acontece com um dos pretendentes, levando os sonhos das irmãs. E dessa forma, elas acabam se conformando com o que lhes reserva o destino. 
Não costumo ler peças de teatro, mas As Três Irmãs,  composta por quatro atos,  foi uma leitura muito envolvente e prazerosa. Destaca-se na narrativa o anseio das mulheres por mudanças, o inconformismo com a vida submissa sem opções tanto de trabalho como lazer e também o sonho de ser livre. 

"É o destino, nada se pode fazer contra ele. O que a nós parecia sério, importante, de muito valor, com o tempo será esquecido e considerado sem importância."

Ano: 1995
Páginas: 287
Editora: Nova Cultural


O AUTOR - Anton Pavlovitch Tchekhov (29/01/1860, Taganrog, Rússia 15/07/1904, Badenweiler, Alemanha​) - Anton Tchekhov deixou obra extensa: centenas de contos, várias novelas, muitas cartas, uma imensa coleção de autênticas jóias literárias. E a sua obra como dramaturgo não é menos importante: muitas peças curtas, de um ato, a maioria cômicas e satíricas, e cinco obras-primas da dramaturgia ocidental: Ivanov, A gaivota, Tio Vânia, As três irmãs e O jardim das cerejeiras, verdadeiros “clássicos” constantemente representados no mundo inteiro. Em 1901, Tchekhov casou-se com a atriz Olga Knipper. Em 1904 faleceu na Alemanha, vítima de tuberculose. Foi sepultado no cemitério Novodevichy, em Moscou.

sábado, 7 de novembro de 2015

A Morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstói


RESENHA - 'A morte de Ivan Ilitch' possui uma narrativa tocante e real sobre a trajetória de um homem com nome renomado na sociedade. O livro começa relatando a morte de Ivan e depois passa a fazer uma retrospectiva da sua vida.
Relata fatos onde há gestos mesquinhos. Pessoas visando lucros. Os familiares fazendo seus planos para o futuro. Ivan relembra sua juventude, seus erros, seus pais e irmãos. Fala do casamento e suas consequências, enfim traça toda a sua vida até chegar ao leito de morte, onde percebe que teve poucas pessoas com as quais realmente pode contar. 
Tolstoi descreve a morte de uma forma realista, fazendo com que o leitor reflita. Também é uma crítica em relação a conduta do ser humano, que está mais preocupado com as suas conquistas materiais e esquece que um dia chegará o fim. 


Ano: 1997
Páginas: 104
Editora: L&PM Pocket


O livro foi publicado pela primeira vez em  1886.
Nas palavras do crítico Otto Maria Carpeaux: "A Morte de Ivan Ilitch é uma das obras mais comoventes e mais pungentes da literatura universal, talvez a obra-prima de Tolstói".
O escritor russo Vladimir Nabokov considerava-a uma das obras máximas da Literatura Russa.

sábado, 31 de outubro de 2015

Semana Poe & Lovecraft



 Edgar Allan Poe
1. Morella
Um jovem casa-se com uma mulher muito culta chamada Morella e devido a tanta sabedoria de sua esposa passa a ser seu pupilo. Um dia a esposa fica doente e vem a falecer deixando a ele uma filha que esconde um mistério. Esse conto tem aquele final a la Poe...

 2. Ligeia
Neste conto Poe relata a história de uma mulher de beleza rara. É uma mistura de romance e terror, pois essa mulher conquista um admirador que é atraído pela beleza do seu olhar. Ligéia é uma espécie de deusa gótica encantadora mas com uma aura sombria. Ótimo conto, também com um final surpreendente!

3. Silêncio - Uma fábula
Este conto é uma fábula sobre o silêncio recheada de misticismo e simbolismo. 
"Era noite, e a chuva caiu, e caindo, era chuva, mas depois de ter caído, era sangue."
No conto um homem observa a desolação de alguém, uma tempestade chega e tudo muda. Vem o silêncio e com ele a paz. Esse é pra refletir!

4. O Retrato Oval
Este conto relata a história de uma jovem que se apaixonou pelo pintor do seu retrato, mas ele só amava a arte. O retrato na parede despertou a curiosidade de um homem que visitava o lugar e assim ele descobriu algo sinistro.

5. O Escaravelho de Ouro
Este é um dos contos mais famosos de Poe. William Legrand encontra um escaravelho dourado, então junto de seu criado, um cão e o narrador da história saem em busca de um tesouro em uma ilha deserta na Carolina do Sul. Em alguma vezes sua história não tem nenhuma credibilidade, mas ele encontra uma mensagem criptografada que estuda e decifra. Dessa forma ele tem todas as pistas de como encontrar o tesouro, mas pra isso precisa da ajuda de seus companheiros.

"Os demônios devem dormir, ou eles nos devorarão; devem ser mergulhados no sono, ou nós pereceremos!" (Edgar Allan Poe)


H.P.Lovecraft
 1. A Tumba
Jervas Dudley é um sonhador e visionário. Um dia encontra um mausoléu abandonado que pertence a família Hydes onde existe uma tumba. Ele fica fissurado pelo lugar visitando-o muitas vezes, fazendo do local o seu refúgio. Seu pai o vigia durante essas visitas não acreditando nas histórias contadas por ele sobre a tumba pois Jervas vive em um manicômio. Então não dá pra saber se o que ele conta é real ou fruto da sua imaginação.

2. Vento Frio
Em meados de 1923, um homem consegue um emprego numa revista em Nova Iorque, mas como o salário é pouco rendoso ele precisa morar em pensões baratas. Mas até que um dia ele consegue um quarto em um casarão onde a proprietária é uma espanhola. Na sua primeira noite ele percebe algo estranho vindo do quarto que fica acima do seu, uma infiltração de amônia. Em seguida ele fica sabendo que quem mora no quarto acima é um médico que nunca sai de seus aposentos. Um dia sentindo uma dor no peito ele recorre a ajuda do médico e ao entrar no quarto sente um vento gélido. Não sabia ele e demais moradores que esse vento oculta um segredo de mais de dezoito anos.
"É um erro imaginar que o horror está inextricávelmente associado com a escuridão, o silêncio e a solidão."

3. Os Gatos de Ulthar
Em Ulthar, atrás do rio Sakai não se matam gatos jamais.Mas na floresta morava um casal de idosos que não pensava assim. Um dia chegou no vilarejo um menino chamado Menes com seu gatinho preto. Mas o gatinho de Menes nesse meio tempo desaparece e revoltado ele faz um ritual e apareceram no céu algumas criaturas sinistras. E quando a caravana de Menes deixa a cidade todos os gatos dos moradores também desaparecem. Ansiosos alguns donos de gatos visitam o casal na floresta, encontrando lá a resposta que procuravam.

4. A Coisa no Umbral
Este conto envolve magia negra e sobrenatural. É a história de dois amigos, Dan e Edward. Sendo que Edward era muito sensível e vivia protegido pela família e também era muito mimado. Um dia ele conhece uma mulher de aparência muito estranha e apaixona-se por ela vindo a casar-se. Após o casamento sua vida vira um inferno, ele vai parar em um manicômio e tem só o amigo para ajudá-lo.

5. O Horror em Red Hook
Esse conto é a história do detetive Malone que após passar por uma experiência traumatizante muda-se para uma cidade pacata. Ele não consegue mais viver em cidades que tem prédios, mas quando chega em Red Hook ele passa a investigar um caso deixando de lado a sua sanidade. Acaba envolvendo-se em uma trama diabólica e assustadora, onde rituais de magia negra então envolvidos.

"Muitos foram os que desceram pelo abismo do inconsciente sem conseguir voltar. Os manicômios são sua moradias, pois deles são o reino da insensatez. Outros - muitos poucos, apenas os escolhidos - seriam capazes de contar o que há por trás da loucura..." (H.P. Lovecraft)

sábado, 24 de outubro de 2015

A Assombração da Casa da Colina - Shirley Jackson



Resenha - A Casa da Colina foi construída por Hugh Crane para a sua esposa que nunca chegou a conhecer a residência, pois foi vítima de um acidente quando viajava para o novo lar. Hugh ficou só e triste com duas filhas pequenas para criar. Mas, ele refez sua vida novamente casando-se mais duas vezes, e mais duas vezes perdeu as esposas. Depois de tanta infelicidade e falta de sorte, ele resolve fechar a casa e ir embora com as filhas. As filhas cresceram e disputaram a posse da casa, ficando para a mais velha que foi morar lá com uma acompanhante. Mas, a casa não tinha bons fluídos e abrigava algo sinistro e sobrenatural entre suas paredes. 
A casa ficou fechada por vários anos e um doutor chamado Montague reuniu um  grupo para fazer um estudo sobrenatural e descobrir o que ela esconde de tão sombrio.  Ele consegue autorização da proprietária para ficar dois meses na casa, mas com a condição de que um dos herdeiros participe da expedição. Então, doutor Montague, Luke( o herdeiro), Theodora(sensitiva) e Eleanor Vance(que na infância passou por experiências sobrenaturais com o fenômeno poltergeist) vão para a casa. Quando chegam lá, já estranham os caseiros que nunca ficam durante a noite, as portas que não permanecem abertas e as salas de formatos estranhos.
Dessa forma começa o estudo do doutor Montague. Durante o dia tudo ocorre dentro da normalidade, mas quando a noite cai, a casa emite sons e todos são afetados, mas que se refletem em Eleanor com mais evidência. Será que a casa é o reflexo do passado trágico de seus antigos donos? Ou são as pessoas hospedadas para o estudo que tem uma grande imaginação? 
A Assombração da Casa da  Colina é mais um livro raríssimo sobre casas assombradas, escrito em 1959. Um clássico que já inspirou muitos escritores dentre eles, Neil Gaiman, Stephen King, Nigel Kneale e Richard Matheson. Não trata de um livro focado somente em terror, mas sim na casa propriamente dita, pois a descreve com muitos detalhes e tenta mostrar o motivo de ser tão temida na região circunvizinha. Os personagens são descritos conforme seu comportamento a medida que vão sendo afetados pelo que a casa 'fala' para eles. É um bom livro, mas não achei tão assustador! 

O livro foi adaptado para o cinema duas vezes, em 1963 e novamente em 1999(uma versão totalmente diferente do livro).


Ano: 1983
Páginas: 200
Editora: Francisco Alves

domingo, 18 de outubro de 2015

Vá, Coloque Um Vigia - Harper Lee


RESENHA - Quando Jean Louise (Scout) volta para a sua cidade natal para rever o pai, depara -se com um cenário diferente de quando era criança. Maycomb, em meados dos anos 50, reflete os últimos acontecimento que vigoram no país em relação a mudanças políticas e a segregação racial. Ela, uma mulher adulta, vivendo em Nova Iork, tem agora uma outra visão, mais realista e não se conforma com o que encontra. 
Então a Scout criança, vinte anos depois tornou-se uma mulher determinada, que luta pelos seus ideais, que foram moldados pelo seu pai Atticus, que ela sempre admirou e seguiu como uma espécie de mestre imaculado. Scout, não aceita ser submissa, estranha o comportamento das mulheres da cidade, não vê a si mesma vivendo da mesma maneira. E interando-se dos fatos, acaba por decepcionar-se com o próprio pai. Descobre que ele não é mais o homem que ela idealizava e venerava. E assim bate de frente com ele e com Henry, tendo apenas tio Jack para ouví-la e mostrar a verdade.

"Você, senhorita, que nasceu com consciência própria, a certa altura se grudou feito uma craca na consciência do seu pai. Ao crescer e se tornar adulta, sem perceber, confundiu o seu pai com Deus. Nunca o viu como um homem com o coração e os defeitos de um homem... Reconheço que deva ser difícil ver isso, porque ele comete tão poucos erros, mas erra como qualquer um de nós. Você era uma aleijada emocional, apoiada nele, procurando as respostas nele, assumindo que as suas conclusões seriam também as dele, sempre."

'Vá, Coloque Um Vigia', não tem a inocência do livro 'O Sol é Para Todos', quem espera isso vai se decepcionar. A Scout criança é diferente da Jean Louise, a inocência, as brincadeiras da menina esperta e curiosa foram substitúidas pelo senso de justiça e idealismo político e social. 

"Cega, é o que eu sou. Nunca abri os olhos. Nunca pensei em enxergar o coração das pessoas, só olho para o seu rosto. Completamente cega... O sr. Stone. Ontem o sr. Stone colocou um vigia na igreja. Devia ter me dado um também. Preciso de um vigia que me guie e me diga o que ele vê, hora após hora. Preciso de um vigia que me diga que um homem diz uma coisa, mas na verdade quer dizer outra. Que trace uma linha divisória e diga que de um lado está uma justiça e do outro lado outra, e me faça entender a diferença. Preciso de um vigia que diga para todos eles que vinte e seis anos é muito tempo para fazer piada com alguém, por mais engraçada que seja."

O livro tem algumas passagens engraçadas quando Scout relembra a infância, e também emocionantes quando ela reencontra Calpúrnia, sua 'mãe' negra.
Embora tenha muitas polêmicas em relação a origem do livro, a história é ótima, é um complemento para quem leu O Sol é Para Todos, e além de tudo é enriquecido com vários fatos históricos que tornam a leitura mais interessante.

 "Aprendi a nunca me aproveitar de ninguém menos afortunado do que eu, fosse em termos de inteligência, dinheiro ou posição social - ninguém, não apenas os negros. E aprendi que fazer o contrário era desprezível. Fui criada assim, por uma negra e um branco."



Ano: 2015
Páginas: 252
Editora: José Olympio


INFORMAÇÃO - Revelado como o novo romance da norte-americana Harper Lee, Vá, coloque um vigia já atingiu 1,1 milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos e Inglaterra, onde foi publicado no dia 14 de julho. O livro passou à frente de Grey, a sequência da trilogia Cinquenta tons de cinza, de E. L. James. Nos primeiros cinco dias, o livro de Lee vendeu 168.455 cópias enquanto o de James vendeu 41.943 durante as últimas quatro semanas. Os números são do site The Bookseller, observatório da indústria livreira americana.



A AUTORA - Nelle Harper Lee (Monroeville, Alabama, 28 de abril de 1926) é uma escritora norte-americana, ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1961 pela sua obra de ficção To Kill a Mockingbird (O Sol é Para Todos (título no Brasil) ou Por Favor, Não Matem a Cotovia ou Mataram a cotovia (título em Portugal).
Em 2007 foi premiada com a "Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos" por suas contribuições à literatura.
Harper Lee foi interpretada por Catherine Keener no filme Capote (2005), por Sandra Bullock no filme Infamous (2006), e por Tracey Hoyt no filme para TV Scandalous Me: The Jacqueline Susann Story (1998). Na adaptação de outras vozes de Capote, Other Rooms (1995), a personagem de Idabell Thompkins, que foi inspirado em memórias de Truman Capote de Harper Lee como uma criança, foi interpretado por Aubrey Dollar.

Obras Publicadas

1960 To Kill a Mockingbird - O Sol é Para Todos
1961 "Love--In Other Words" revista Vogue
1961 "Christmas to Me" - revista McCalls
1965 "When Children Discover America" - revista McCalls
2015 Go Set a Watchman - Vá, Coloque um Vigia

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Horror em Amityville - Jay Anson


RESENHA - A vida da famíla Lutz passa a ser um verdadeiro caos quando mudam-se pra o endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. E mesmo sendo uma linda casa, muito espaçosa, e comprada a preço muito acessível, escondia um passado macabro. 
Nesse local, houve um crime onde Ronald Defeo Jr, matou os pais e seus quatro irmãos, alegando ouvir vozes que o levaram a cometer tamanha atrocidade.
Logo quando chegam na nova casa os Lutz, já começam a perceber fenômenos estranhos, mas como não são pessoas impressionáveis, não dão muita importância no início. A casa possui mistérios ocultos, onde acontecimentos de ordem sobrenatural levam a família a acreditar em que forças demoníacas existem no lugar, levando-os ao desespero e reduzindo a permanência na casa nova em apenas 28 dias.
O livro é um clássico do horror e embora tenha sido considerado uma história real em que o autor baseou-se para escrever, mais tarde foi descoberto tratar-se de uma farsa. Mas sendo verdadeiro ou não, a história é ótima,  prende a atenção e vale a pena a leitura. 




Casa no nº 112 da Ocean Avenue

Foi publicado em setembro de 1977 e também serviu de inspiração para várias adaptações cinematográficas, incluindo o recente The Amityville Horror, remake do filme homônimo de 1979.(Fonte:wikipédia)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Sol É Para Todos - Harper Lee


RESENHA - Há muito tempo queria ler 'O Sol É Para Todos' e não conseguia encaixar na minha meta de leitura.Enfim chegou o  dia e me encantei com a narrativa da Scout, que é a personagem mais cativante do livro.  Ela e Jem, são filhos do advogado Atticus e vivem em  Maycomb, no Alabama, em meados dos anos 30, onde a depressão castiga os moradores com a crise econômica. Os meninos são criados de uma forma livre pois não tem mãe e o pai devido ao trabalho os deixa aos cuidados de Calpúrnia, a cozinheira e também uma espécie de babá das crianças. Ele recebe muitas críticas por dar aos filhos tanta liberdade, mas é um homem íntegro, e determinado e não deixa-se abalar com esses comentários. 
O juiz da cidade designa Atticus para defender um negro, acusado de cometer crime de estupro contra uma mulher branca, e esse caso movimenta a cidade, e as crianças acabam se envolvendo, torcendo para que o pai consiga a liberdade de seu cliente Tom, mas em uma sociedade racista onde negros e brancos se confrontam, torna-se muito difícil obter resultados positivos.
O livro possui além das crianças, outros personagens que enriquecem a tornam a história como por exemplo o amigo Dill, Calpúrnia, o misterioso Boo Radley e Dolphus Raymond. A história toda é de muita sensibilidade, a autora usou as crianças para passar uma mensagem de pureza, tolerância e como tratar o próximo, de como é importante o bom exemplo passado pelos pais na construção do caráter. Scout e Jem, eram duas crianças que foram capazes de tomar atitudes esperadas de um adulto!
Um livro muito bem escrito, que prende o leitor e é muito bom saber que teremos a Scout de volta no novo livro da Harper Lee, 'Vá, Coloque Um Vigia', que continuará a história 20 anos depois... Aguardando com ansiedade! É é claro que recomendo O Sol é Para Todos!

Complemento: 
Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado. Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record. Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: "Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo."

-Vencedor do Prêmio Pulitzer.

-Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX.

-Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa.

-Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado.


Ano: 2015
Páginas: 350
Editora: José Olympio

'As pessoas sensatas nunca se orgulham dos próprios talentos."

'Não sabemos como vivem as pessoas. O que acontece por trás das portas fechadas, os segredos.' 

domingo, 13 de setembro de 2015

Laranja Mecânica - Anthony Burgess



RESENHA - Laranja Mecânica é um livro distópico, narrado em primeira pessoa pelo adolescente Alex.
Esse jovem, tem um grupo de amigos, que ele chama de  'drugues' que é uma das palavras do vocabulário Nadsat que compõe o livro. Durante a narrativa de diálogos dos personagens adolescentes essas palavras são utilizadas, sendo gírias que o autor utilizou  influenciado pelos idiomas russo e inglês.
Alex e seus amigos são rebeldes,  sendo ele, um anti-herói, praticante de crimes, onde a violência se destaca em suas mais simples ações. 
Mas quando Alex vai parar nas mãos do governo, este tenta reformá-lo através de um experimento com testes psicológicos, usando imagens da própria violência que ele tanto praticou e também a paixão pela música clássica e com isso tentar regenerá-lo. E dessa forma em um curto intervalo de tempo ele volta para as ruas, mas torna-se vítima daqueles que ele tanto ameaçou.
A mensagem final que o livro transmite através de Alex é que cada um faz as suas próprias escolhas, mas chega um momento da vida onde é preciso crescer e amadurecer torna-se fundamental.
A primeira publicação do livro foi em 1962. 
O autor Antony Burgess, nasceu em Manchester, 25 de fevereiro de 1917 — e morreu em Londres, 22 de novembro de 1993) foi um escritor, compositor e crítico britânico.
Filmado em 1971, produzido e dirigido por Stanley Kubrick.
Apesar da leitura ser um pouco dificultada pelo vocabulário nadsat e ter uma narrativa recheada de violência, o livro é ótimo, o que o torna um clássico do gênero!Recomendo!

Ano: 2015
Páginas: 224
Editora: Aleph



'A virtude vem de nós mesmos. É uma escolha que só a nós pertence. Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem.'

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Exorcista - William Peter Blatty


SINOPSE - O mal toma várias formas. E a literatura e o cinema parecem se desafiar a criar inúmeras personificações desse mal. Seja com monstros, formas deformadas de nós mesmos, ou demônios, a indústria do entretenimento sempre foi bem-sucedida em representar a essência do nosso lado mais reprovável. O exorcista, no entanto, conseguiu ultrapassar esse limite.
Inspirado em uma matéria sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, o escritor William Peter Blatty publicou em 1971 a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz e mãe que está filmando em Georgetown e sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha de 11 anos, Regan. Quando a ciência não consegue descobrir o que há de errado com a menina e uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca. Cabe a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan, enquanto tenta restabelecer sua fé, abalada desde a morte de sua mãe.
Em O exorcista, Blatty conseguiu dar ao demônio a sua face mais revoltante: a corrupção da alma de uma criança. A jovem Regan é, ao mesmo tempo, o mal e sua vítima. Ela recebe a pena e a revolta dos leitores e espectadores em doses equivalentes e, mesmo quarenta anos depois, seu sofrimento e o abismo entre o que ela era e o que se torna continuam nos atormentando a cada página, a cada cena. Até, enfim, descobrirmos que não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal. Ou sobre Deus contra o demônio. Mas sobre a renovação da fé.


“Uma história incrível... intensa, forte e completamente viciante, uma combinação hipnótica de lição de moral e história de investigação sobrenatural. Uma parábola de nossos tempos, uma conquista surpreendente.”
— The London Sunday Express

“Poucos leitores não se deixarão afetar. Bem-escrito, O exorcista está para a maioria das histórias do tipo, como uma equação de Einstein está para as planilhas de um contador.”
New York Times Book Review





Ano - 2015
Páginas - 330
Editora - Nova Fronteira



RESENHA -  O Exorcista é uma leitura assustadora e angustiante! Chris McNeil é uma atriz de sucesso, que tem a sua vida completamente modificada depois que sua filha passa a ter alterações no comportamento. A partir daí, ela procura ajuda em diversas áreas da medicina, mas nenhum médico chega a um diagnóstico preciso. E a menina, Regan, de 11 anos a cada dia torna-se mais estranha, violenta e fenômenos estranhos começam a atormentar as pessoas da casa ... então Chris busca ajuda na igreja, precisamente com o padre jesuíta Damien Karras, um homem atormentado e de pouca fé e Padre Merrin, um exorcista muito experiente.
Outra parte que torna o livro mais interessante, são as explicações sobre o culto ao satanismo, como por exemplo a missa negra e seus rituais.
O livro não é uma leitura fácil, pois tem todo esse teor macabro, as partes onde há predominância da força do mal, mas em momento algum é um livro que destaca somente o demônio, mas sim que dá grande ênfase ao predomínio e triunfo do bem, pois no final o bem é vencedor!
Pra que realmente curte um livro de terror, eis um prato cheio, recomendo muito! 

NOTA - ★★★★★




O livro foi publicado originalmente em 1971, e adaptado para o cinema em 1973.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ponte para Terabítia - Katherine Paterson



SINOPSEPonte para Terabítia - Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado Terabítia, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade.


ANO - 2006
PÁGINAS - 160
EDITORA - SALAMANDRA


RESENHAUma estória emocionante e cativante, onde duas crianças, passam uma lição de amizade e coragem.
Jess é um menino medroso, que vive com a família em uma pequena propriedade rural nas proximidades de Washington(EUA), mas quando conhece Leslie, a nova vizinha, tem sua vida monótona  modificada por influência da menina. Juntos os dois constroem um mundo fantástico, soberano, com rei e rainha, que governam livres da maldade do mundo. Mas uma fatalidade vem pra destruir esse reino. Um livro que emociona, que transmite uma mensagem muito pura de que toda  vida, mesmo que breve tem algo de bom pra ensinar.  




Nota - ★★★★★


A AUTORA - Nascida na China, no dia 31 de outubro de 1932, Katherine é filha de missionários. Estes tiveram que fugir da China em decorrência da guerra contra Japão, estabelecendo-se nos Estados Unidos em 1940. Obteve um grau em inglês no King College em Bristol, Tennessee. Depois passou um ano em uma escola rural da Virginia antes de se graduar. Posteriormente obteve o mestrado e trabalhou quatro anos como missionária no Japão. Ela e seu marido, Juan, têm quatro meninos (dois biológicos e dois adotados) e sete netos.