Inìcio, Resenhas, Lidos no Mês, Maratonas & Desafios

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domingo, 8 de maio de 2016

Meio Sol Amarelo - Chimamanda Ngozi Adichie


Resenha: Meio Sol Amarelo é um livro surpreendente! Narrado por três dos personagens mais importantes da história (Olanna, Richard e Ugwu), sendo que Olanna é uma mulher negra determinada movida pela emoção, filha de uma família rica, seu pai é um empresário importante na Nigéria. Ela tem uma irmã gêmea mas não são idênticas; Kainene é o oposto da irmã, pois  nela destaca-se a razão e os caminhos das duas, embora sigam linhas retas em alguns pontos da história se cruzam, travando entre elas algumas disputas onde os sentimentos fraternos vão falar mais alto. 
Outro personagem é o jornalista Richard, um britânico namorado de Kainene que tenta escrever um livro sobre a guerra civil da Nigéria no final da década de 1960.
Ugwu é um menino proveniente de um pequeno vilarejo e  vai trabalhar com Odenigbo, um professor revolucionário namorado de Olanna.
A vida destes personagens se entrelaçam quando explodem os conflitos com a tentativa de libertar o estado de Biafra. Lutas sangrentas são travadas em nome da liberdade e o sangue é derramado nas ruas dos vilarejos. As pessoas se refugiam para escapar dos bombardeios. A fome e as doenças atingem a todos e o  caos que se instalou nas ruas durante este período matou milhares de pessoas. 
Foi o primeiro livro de Chimamanda que li e a autora me cativou com a sua narrativa. Todos os personagens tem importância na história, bem construídos e cada um contribuindo para que a história se tornasse tão grandiosa.
 No final do livro a autora fala sobre os fatos históricos que ela usou para enriquecer o livro que foi a Guerra Nigéria-Biafra de 1967 a 70 mas que ela usou personagens fictícios para retratar as próprias verdades imaginadas e não os fatos da guerra, pois a guerra, segundo ela é muito feia. O livro é um retrato do sofrimento de um povo. Vale a pena ler para conhecer um pouco da história do povo africano que não é diferente da história de luta de outros povos. 

"  O vovô costumava dizer que tudo piora e aí melhora."

Ano: 2008
Páginas: 504
Editora: Companhia das Letras

terça-feira, 5 de abril de 2016

O Diário de Rywka - Rywka Lipszy


RESENHA - Rywka Lipszyc era apenas uma menina de 14 anos, que tão jovem sentiu na pele todas as atrocidades da guerra. Em seu diário,  que foi encontrado perto das ruínas de um dos crematórios de Auschwitz, ela relata todas as suas angústias, medos, o trabalho forçado, a fome e a miséria.
Lodz, a cidade onde viveu Rywka se tornou o gueto mais isolado e oprimido da Europa ocupado pelos nazistas. As pessoas viviam sobre constante vigilância, tinham medo da deportação e estavam constantemente doentes. A tuberculose, a desinteria, o tifo e a pneumonia eram as pragas do gueto.  Conforme a condição física as pessoas eram remanejadas para outras ocupações e também deportadas, que era sempre o que elas mais temiam, pois os deportados eram muitas vezes enviados para os campos de extermínio. 
O livro é um relato emocionante, pois é escrito por uma menina que se tivesse vivido uma vida normal acredito que jamais teria registrado em seu diário temas tão pesados e tristes. Por mais que imaginamos o que essas pessoas viveram não é possível ter uma idéia do sofrimento e do quanto a ganância e o poder podem massacrar milhões de vidas. Uma parte no diário que me chamou muito a atenção foi que no gueto tinha uma biblioteca, muito precária, pois não havia muitos livros para as meninas lerem, mas elas liam, mesmo diante de toda essa adversidade encontravam um tempinho para a leitura, achei comovente! 
Mais um livro sobre o tema Holocausto que vale a pena ler! Recomendo!

Nascida em 15 de setembro de 1929, Rywka era a mais velha dos quatro filhos de Yankel e Miriam Sarah Lipszyc. Seu irmão Abram, chamado de Abramek, nasceu em 1932, seguido por Cypora, conhecida como Cipka, que veio ao mundo em 1933. A caçula da família, Estera, apelidada de Tamarcia, nasceu em 1937. Os pais de Rywka eram de Lodz, na Polônia. Yankel — o quinto dos oito filhos de Avraham Dov e Esther Lipszyc — morava com a família muito perto de seus irmãos e de outros parentes. Através de Hadassah, esposa de seu irmão mais velho Yochanan, a família mantinha uma conexão distante com Moshe Menachem Segal, o famoso “último rabino” do gueto de Lodz. 

Ano: 2015
Páginas: 216
Editora: Seguinte

domingo, 6 de março de 2016

Prisioneira da Inquisição - Theresa Breslin


RESENHA - Zarita é uma jovem dama que vive em Las Conchas, um pequeno porto em Andaluzia, no sul da Espanha em 1492. Filha de um magistrado, ela tem seu destino marcado quando um mendigo cruza seu caminho e toca sua mão. Assustada com a ação de desespero do homem, ela o acusa e seu pai condena o pobre homem a forca. Mas o mendigo tem um filho que assistiu a tudo e jurou vingança. Zarita não tem uma boa convivência com sua madrasta que faz de tudo para prejudicá-la e quando chega na cidade a Santa Inquisição, Zarita fica totalmente desprotegida, pois sua madrasta conspira contra ela.
Enquanto isso, Saulo, o filho do mendigo parte em fuga para o mar. Trabalhando como marinheiro, ele aprende sobre navegação e toma gosto pela profissão, chegando assim a conhecer Cristóvão Colombo que simpatiza com ele e o convida a fazer parte de sua equipe. Mas Saulo não esquece a morte do pai e seu objetivo é chegar até Zarita e sua família para concretizar a sua vingança.
A leitura é  envolvente, pois o livro é complementado por fatos históricos onde o ambiente é o reino da rainha Isabel de Castela e o rei Fernando de Aragão, na época em que a Santa Inquisição perseguia os hereges. Os padres inquisidores usavam a tortura para interrogar os acusados e os condenados eram queimados vivos em uma fogueira. Além disso há conflitos familiares, vingança, traição e mostra também um pouco do comportamento das pessoas perante a perseguição pelos inquisidores. É uma boa história, mas nada muito aprofundado no tema. 




Ano: 2014
Páginas: 306
Editora: Galera Record

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O Tigre Branco - Aravind Adiga


RESENHA - Balram Halwai é um menino pobre, nascido em uma casta inferior às margens do Rio Ganges, na zona rural chamada de Índia da escuridão. Diferente dos outros meninos de sua idade, Balram sonhava com uma vida melhor e na escola que frequentou por somente cinco anos, se destacava por ser astuto e inteligente. Por ser diferente, recebeu o apelido de Tigre Branco, criatura rara que na natureza nasce um a cada geração.
Com toda essa esperteza, Balram deixou seu pequeno vilarejo em busca de melhorias na sua vida. Conseguiu um emprego de motorista, e com o contato com os patrões, ouvindo as conversas,  proporcionou a ele desenvolver o espírito empreendedor, contrariando a sua casta onde as pessoas eram doceiros. Mas, para alcançar o que desejava, teve que passar por cima de muitos princípios, onde teve que mudar de lado para desta forma, ingressar na Indía da Luz.
O livro é escrito em forma de cartas, onde o protagonista escreve ao Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, contando toda a sua caminhada rumo ao sucesso. De maneira sarcástica e até debochada, ele faz uma crítica ao seu país e aos contrastes entre pobres e ricos, religiões, castas e as relações humanas. Balram é um anti-herói que nos mostra uma Índia totalmente despida do seu misticismo, enunciando a realidade que o mundo não vê!
O livro O Tigre Branco conquistou o Man Booker Prize em  2008, principal premiação britânica de romances.

Ano: 2008
Páginas: 256
Editora: Nova Fronteira


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Livro do Cemitério - Neil Gaiman

RESENHA – O livro conta a história de Nin (Ninguém Owen), um menino órfão que teve seus pais e a irmã assassinados por um homem chamado Jack.
Nin caminha sem rumo após esse trágico episódio de sua vida e vai parar em um cemitério, onde é recolhido pelos 'moradores'. Dessa forma ele vive entre os mortos,  comunica-se com eles, descobre passagens fantásticas e misteriosas, sendo protegido por um guardião que torna-se uma espécie de mestre para ele.   
Mas chega a época de Nin ir para a escola, conhecer o mundo dos vivos.  Dessa forma ele passa a ser percebido e as crianças notam que ele é diferente, fato este que o faz se envolver em alguns problemas, obrigando-o a voltar para a segurança do cemitério. 
Mas mesmo vivendo dentro dos muros do cemitério, Nin conhece uma menina chamada  Scarlett, que torna-se sua amiga de aventuras, mas que indiretamente faz com que seus caminhos se cruzem com o seu perseguidor, o homem chamado Jack. E assim ele é descoberto, sofrendo perseguição até o final, onde acontecem muitas revelações sobre o seu passado que vão desvendar todo o mistério em torno da morte de sua família.
Este é mais um livro surpreendente de Neil Gaiman, com uma narrativa repleta de magia, uma verdadeira viagem ao sobrenatural. Impossível não apreciar toda essa aventura contada dentro de um cemitério, a medida que fui lendo, a imaginação corria solta, acompanhando cada passo do menino Nin. Um livro lindo e complementado por várias ilustrações que só tornaram a leitura muito mais agradável! 


  "É só a morte. Quer dizer todos os meus melhores amigos estão mortos. - Sim, estão. E eles, na maior parte, acabaram para o mundo. Você não. Você está vivo, Nin. Isso quer dizer que tem potencial infinito. Para fazer qualquer coisa, construir qualquer coisa, sonhar qualquer coisa. Se mudar o mundo, o mundo mudará. Potencial. Depois que estiver morto, acabou. Foi-se." 


Ano: 2010
Páginas: 336
Editora: Rocco